quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Saga Big Phill



Na última segunda-feira o Chelsea demitiu o brasileiro Luis Felipe Scolari. O técnico que havia sido contratado para renovar o elenco e recolocar a equipe no rumo dos títulos, depois que na última temporada o inglês e a Liga dos Campeões foram perdidos para o Manchester United, estava sobre forte pressão da torcida dos blues e não teve tempo hábil para cumprir o combinado.

Existem duas visões para tal, uma é de que ele teve tempo suficiente para mostrar seu valor e diante dos resultados não provou que merecia continuar no comando do clube, e a outra de que pelo que lhe foi proposto não foi justa tal demissão.

Felipão foi contratado para renovar, no entanto a crise econômica mundial afetou o bolso de Abramovich e não permitiu grandes gastos. Foi contratado para um período duradouro, para se identificar com o time e o time com ele, colocar a equipe com a sua cara, criar mais uma “familia Scolari”. Não teve tempo, paz e nem recursos necessários para fazer tudo o que pretendia.

Tempo; pois em apenas 7 meses de trabalho os resultados não foram considerados bons comparado a comandos anteriores.

Paz, pois os tablóides ingleses especularam a todo tempo com relação ao convívio de Big Phill e seus comandados. Praticando o já conhecido preconceito europeu com os técnicos brasileiros. É bom lembrar que Luxemburgo também sofreu muito na Espanha principalmente dentro do elenco.

E recursos pois, diferente de Mourinho e de Grant, Scolari não teve todo o dinheiro de Abramovich para contratar. Não que ele tenha priorizado as posições erradas, mas duas posições cruciais para o esquema não tiveram boas contratações. Para a lateral direita a equipe conta apenas com Bosingwa (contratado por Felipão) e Beletti, dois jogadores que não são excepcionais, e pelo lado esquerdo, A. Cole não apóia como antes. As laterais sempre foram fundamentais em todos os esquemas táticos vitoriosos do treinador. No meio campo, Mikel que começou como armador se viu na cabeça da área atuando como um primeiro volante, o que certamente diminuiu o poder de marcação da equipe.

Felipão poderia ter priorizado este setor para trazer reforços. Como Lampard e Mikel podem jogar como segundo homem de meio campo, talvez a contratação de Deco não seria tão interessante se não fosse pela “pechincha”. Os euros gastos com ele poderiam ter sido utilizados para tentar tirar o capitão ucraniano Anatoly Tymoshchuk do Zenit e reforçar a retaguarda. Outra opção também poderia ser tentar vender Michael Ballack mas ai entra novamente a questão da crise econômica, sem contar que o alemão também não conta com um grande prestígio perante aqueles que podem pagar uma quantia aceitável.

No ataque, Felipão insistiu em jogar com apenas um centro-avante quando nas melhores apresentações da temporada Drogba estava em campo com Anelka apesar do costa-marfinense não estar 100% fisicamente. Além disso Kalou salvou a equipe várias vezes, Joe Cole também não demonstrava todo o seu futebol antes de mais uma contusão. Faltavam opções de ataque com velocidade, foi quando chegou Quaresma, mas ai Felipão já estava bem maduro e caiu do galho inglês.

Muitas das vitórias de Feilipão no comando do Chelsea forma com gols de bola parada, o que também atormentava os torcedores. Com o maior salário do futebol inglês e não obtendo os resultados esperados, Felipão acabou não suportando a pressão e foi demitido.

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